
Nesses dias, a cultura ocidental comemora a Páscoa.
Hoje, especialmente, é o domingo de Páscoa. Mas será que as pessoas entendem o real sentido da Páscoa? Que significado essa data tem para nós?
Precisamos, portanto, entender o verdadeiro significado. E mais do que isso, é necessário viver de forma condizente com esse entendimento.
Purificai-vos, pois, do fermento velho, para que sejais uma nova massa, assim como estais sem fermento. Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós
A palavra "Páscoa" tem origem na palavra hebraica Pessach, que significa "passagem".
Na nossa Páscoa, Jesus nos libertou do cativeiro — do império das trevas — para a sua gloriosa luz. Ele nos tirou deste mundo de horror, de uma condenação certa, e nos transportou para o seu Reino de luz. É a passagem da morte para a vida! Continue lendo.
A Páscoa no Antigo Testamento

É importante fazer um paralelo entre a Páscoa no Antigo e no Novo Testamento. Por isso, precisamos entender a história e a instituição dessa cerimônia.
Os israelitas viviam como escravos de Faraó no Egito. Deus, então, levantou Moisés para libertar o povo das mãos de seus opressores. Deus faz muitos sinais e maravilhas; mesmo assim, Faraó insiste em não deixar o povo ir.
Em meio a todo esse impasse, Deus ordena ao povo uma celebração. Naquele noite, Ele faria algo poderoso e libertaria Israel do cativeiro. Essa celebração deveria seguir regras muito específicas:
Sacrificar um cordeiro, sem mancha;
Retirar o sangue do cordeiro,
Ungir as entradas das cabanas com esse sangue,
Assar a carne do animal,
Reunir a família para um grande banquete.
No banquete, deveriam estar presentes, além do cordeiro assado, os pães ázimos - sem fermento - e as ervas amargas, colhidas no deserto.
Com suas fortes mãos, Deus liberta Seu povo das mãos dos egípcios. E estabelece essa festa como um mandamento perpétuo.
Era mais do do que um simples ritual: seria um memorial do livramento poderoso que Deus concedeu ao Seu povo e deveria ser repetido de geração em geração.
E este dia vos será por memória, e celebrá-lo-eis por festa ao Senhor; nas vossas gerações o celebrareis por estatuto perpétuo.
Jesus, a nossa Páscoa

Nós, cristãos, devemos entender que todos os ritos e cerimônias do Antigo Testamento apontam para Jesus. Não é diferente com a Páscoa. Tudo era uma representação daquilo que se cumpriria perfeitamente em Jesus.
Ora, visto que a lei é apenas uma sombra dos bens vindouros, não a imagem real das coisas, nunca consegue aperfeiçoar aqueles que se aproximam de Deus com os mesmos sacrifícios que, ano após ano, continuamente, eles oferecem
Assim como os judeus foram libertos do Egito, nós fomos libertos do domínio do pecado e da morte. O cordeiro simbolizava o próprio Jesus, o sacrifício perfeito que se entregou por nós.
Não à toa, Jesus foi morto durante a Páscoa - para deixar ainda mais evidente essa relação. A grande diferença: o cordeiro da Páscoa deveria ser sacrificado todo ano, era um sacrifício imperfeito. Mas Jesus se entregou de uma vez por todas - Ele é o sacrifício perfeito. Não precisamos mais de sacrifícios de animais para nos purificar dos nossos pecados.
Jesus foi morto em nosso lugar, mas a história não acaba aqui. A morte de Jesus nos trouxe a redenção. E sua ressurreição e ascensão aos céus nos trouxe esperança. Assim como Ele vive, nós também viveremos. E um dia estaremos com Ele em uma grande ceia. Aleluia!
Devemos Celebrar a Páscoa?
Muitas pessoas vêem problemas na forma como se celebra a Páscoa nos nossos dias. Alguns até enxergam elementos pagãos nesses símbolos que foram adicionados às comemorações - como coelhos e ovos.
Não podemos nos esquecer, também, do forte apelo comercial desta data. Há um enfoque muito grande em chocolates e sobremesas especiais, principalmente para as crianças.
Também existe o argumento de já termos a Santa Ceia, ordenança de Jesus para nós.
Tudo isso é verdade. Mesmo assim, considero de muita importância celebrarmos, sim, esse momento. De uma forma diferente, é claro. Tomando sempre o cuidado de não deixamos outras simbologias corromperem o verdadeiro sentido.
Ao invés de nos alegrarmos com doces, que nos lembremos de quão amargos sofrimentos Jesus suportou por nós. E de quão amarga seria a nossa vida sem Ele.
Que possamos nos lembrar que a verdadeira Páscoa é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. A verdadeira essência é essa: redenção, perdão, graça e esperança através de Jesus Cristo.
Ele foi morto, mas ressuscitou. E agora vive e reina para sempre. A cruz está vazia, o túmulo está vazio, mas o trono está ocupado.
Um abraço. E uma Páscoa abençoada e cheia da presença do Senhor! Até a próxima.
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