A diferença nada sutil entre lamento e murmuração

Parece a mesma coisa, mas é bem diferente

Essa última semana, não tivemos nosso encontro. Eu estava no nosso retiro espiritual e foram dias cheios da Presença.

Depois, resolvi esticar uns dias de folga em um hotel fazenda. É bom ter momentos de pausa e esse tempo é revigorante.

Nesses dias, eu me voltei para ler os Salmos. Meus olhos foram capturados pelo Salmo 13.

Se a Bíblia é o livro mais lido do mundo, os Salmos são o livro mais lido da Bíblia. Isso não é por acaso.

Salmos quebra um pouco o paradigma. A Bíblia, na maior parte do tempo, é Deus falando ao homem, de certa forma. Porém, nos Salmos, é o homem dirigindo sua alma a Deus.

Isso nos conecta naturalmente a essa mensagem. Porque todas as situações da vida são retratadas nele. Todos nós já nos enxergamos em alguma situação retratado pelos salmistas. Angústia, alegria, confiança, busca… Os sentimos humanos são descritos quase que sem filtro.

Veja como o salmista se expressa, no versículo 1:

Até quando te esquecerás de mim, Senhor? Para sempre? Até quando esconderás de mim o teu rosto?

Salmos 13:1

Esse é, claramente, um salmo de lamento. Alguém muito angustiado (o rei Davi, neste caso) dirige sua aflição a Deus.

Mas porque Deus permite o lamento e é benevolente com ele? Isso não soa como murmuração?

Deus, de fato, não gosta de murmuração. Os murmuradores do deserto foram deixados lá, e não entraram na terra prometida.

O lamento tem um som diferente nos ouvidos de Deus.

Ao longo da Bíblia, temos exemplos de grandes homens e mulheres de Deus que elevaram a Deus seu grito de desespero. E isso não fez deles murmuradores.

Veja, as duas expressões - murmuração e lamento - carregam a ideia de reclamação, queixa diante de uma situação difícil. Mas as semelhanças param por aí.

Veja aqui um exemplo clássico de murmuração:

e passou a murmurar contra Deus mediante suas reclamações a Moisés. E o povo se queixava exclamando: “Por que nos fizestes subir do Egito para morrermos neste deserto? Pois não há nem pão, nem água! Estamos enfastiados deste alimento miserável!

Números 21.5

Os israelitas no deserto não estavam só reclamando: estavam rejeitando a Deus e aos Seus santos desígnios. O murmurador culpa a Deus pelos seus problemas e não demonstra nenhuma fagulha de gratidão ou de esperança.

Murmurar também tem um sentido de resmungar, o que quer dizer que às vezes o murmurador fala mal de Deus em seu coração - sem externar o pensamento. A murmuração pode não estar nos lábios, mas enraizada na alma. Isso também é muito perigoso.

Mas o que é então o lamento? E o que ele tem de diferente?

Para começar, o lamento bíblico é dirigido a Deus. Não falamos mal dEle pelas costas, mas colocamos nossa queixa aos seus pés. Exemplos não faltam: Jó, Elias, Moisés, Davi, Habacuque, Jeremias.

O lamento não culpa a Deus, embora entenda que Ele está fazendo a Sua soberana vontade. E o mais importante: a pessoa que lamenta não perde a sua esperança. É aquele sentido de “Ele nos fez a ferida e Ele mesmo a ligará”.

Não é pecado lamentar. Gutierres Fernandes, escritor assembleiano, traz uma frase muito interessante sobre o tema: “É possível lamentar a noite escura da alma, sem perder a fé no consolo e divino.”

O lamento revela maturidade espiritual. É uma espécie de desabafo. Às vezes, é a única forma de desatar o nó da angústia da nossa garganta.

Porém, é preciso manter a confiança no Senhor e nos seus desígnios. O salmista evolui em sua oração e súplica a Deus, reconhecendo o Seu senhorio, clamando pelo socorro dos céus, reconhecendo as bênçãos recebidas e louvando ao Senhor.

Os salmos de lamento sempre terminam com louvor!

Mas eu confio na tua benignidade; na tua salvação se alegrará o meu coração.
Cantarei ao Senhor, porquanto me tem feito muito bem.

Salmos 13:5,6

É possível louvar mesmo em meio ao choro. E esse mais um daqueles momentos em que servir a Deus contraria a lógica.

Só Ele consegue nos alegrar nos nossos piores dias. Ele nos faz tirar forças da fraqueza. Ele é o nosso triunfo sobre a dor.

📕Diário do Livro Novo

Como os leitores mais antigos sabem, ano passado eu tentei lançar o meu primeiro livro físico. Porém, sofri uma espécie de golpe, já que o pessoal dos serviços editoriais sumiu.

Por um momento, eu me abati com essa situação. Porém, essa frustração me fez buscar mais conhecimento e tentar fazer as coisas do jeito certo. Eu comecei a aprendar a editorar, diagramar, fazer a capa e publicar sozinho.

Eu vou lançar uma jornada cujo tema principal é o descanso em Deus.

É uma série de devocionais curtos, simples e voltados para colocar a alma no descanso de Deus.

São 40 dias de renovo, palavras de esperança e reflexão sobre o que realmente importa.

Para quem é? Para todos os que se sentem cansados, sobrecarregados, mas que amam a Deus e não querem desistir da jornada.

Fique de olho nos próximos e-mails para saber mais sobre a nossa nova jornada.

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Um abraço e até semana que vem. Deus abençoe.

Árley Sevilha

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